O moço pegou a mãe dela de um jeito estranho. Naquele momento, não era companheirismo, ou não parecia ser. Era curiosidade. O interesse dele não era pelo toque, mas pela palma, pelas linhas que escondem os desrumos de uma vida. E ela achou incrível que ele pudesse ler tanto, que ele lesse Joyce, Victor Hugo e mãos, uma literatura impossível em um idioma que ela não conhece.
Ele leu uma infância conturbada. Viu uma felicidade tênue e indefinida. Disse também que, no amor, ela também não vai ser feliz. E ela, que não acredita em nada, acreditou nele.
Saiu do carro, entrou em casa. Na cozinha, pegou uma faca e mudou o futuro: cortou a própria mão. Não, ela não amputou sua vida, mas criou na pele novos caminhos. Faca, carne, sangue. Ela fundou e afundou outra palma de mão direita. Só porque não acredita em destino.
(Informamos que Andréa não se cortou para fazer esse texto)
deinhaaaa
ResponderExcluirjá te disse que tu és inspiradora???
meninaaa que babado bom que tu tens aqui.
=*