segunda-feira, 16 de julho de 2007

Decisões

Percebi - com certo atraso - a inviabilidade de manter dois blogs... Na verdade, minha intenção era abandonar esse aqui, que tantas cicatrizes tem... Mas não consigo: não posso me livrar de nenhuma das minhas dores. Por isso, numa atitude drástica, decidi excluir o em-fado. E deixo nesse post tudo (o que não é muita coisa) que havia no outro.







Fado
Destino Vaticínio Oráculo Profecia Sorte Agouro Aquilo que tem de acontecer Canção característica de Lisboa e Coimbra Música da mesma canção

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Domingo, 24 de Junho de 2007

Um começo

Depois de alguns muitos tombos, acho que aprendi a ser cautelosa. Ainda não digo pras pessoas "vou estudar em Portugal". Eu sempre falo: "ganhei uma bolsa". É mais honesto. Isso, realmente, é verdade. Isso independe do que acontecerá (ou não)....Uma dose de cautela (ou de pessimismo) me impede de ter certezas. Tenho, sim, é medo de que algo dê errado...


Domingo, 1 de Julho de 2007

Passaporte

Dia: 29 de junho
Hora: 8h15
Local: Aeroporto Internacional dos Guararapes (que, acabei de descobrir, também se chama Gilberto Freyre)

Tudo parecia bem normal. Na verdade, normal demais. Não sei. O Aeroporto é um ambiente tão asséptico que mais parece uma sala de cirurgia em grandes proporções. Os funcionários são sempre prestativos e bem-informados (!). As pessoas não se esbarram pelos corredores (!!). Até o insuportável barulho dos aviões já não existe mais: foi substituído por músicas de elevador (!!!). Cadê o rebuliço da crise aérea, com pessoas dormindo em cadeiras? Eu preciso de um pouco de caos pra me sentir em casa.

Enfim, não demoraria para eu ter um cartão de boas-vindas conhecido. Em frente à Polícia Federal, uma fila mal-organizada de pessoas para tirar o passaporte. Filho da p***! Quem você pensa que é pra passar na frente! Sai daí, seu idiota! Eu cheguei primeiro! Quero ver quem me tira daqui!

Ah, eu sabia que havia vida no Aeroporto! There's no place like home...
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Duas horas depois, documentos entregues. Meu passaporte sai em uma semana.

izabel disse...
Cada vez mais perto, né Déa? :)E a frase there's no place like home vai ganhando cada vez mais sentido...


Sábado, 14 de Julho de 2007

Fazendo um exame anti-aids
No hall das exigências consulares para conseguir o visto - além do plano de saúde, comprovante de renda, segunda-via da certidão de nascimento, comprovante de alojamento, cópia autenticada da identidade etc - preciso de um atestado comprovando que não tenho doenças infecto-contagiosas ou mentais (!). Enfim...

Queria que o médico tivesse colocado a mão no fogo por mim. Mas ele preferiu mesmo me passar uma série de exames, entre eles, o tal do anti-aids. Pra fazer, tive que assinar um termo de compromisso (!!), compromentendo-me a fazer um segundo teste caso seja necessário (!!!), como manda a portaria número esqueci, ano esqueci, do Ministério da Saúde.

Depois de recolhido meu sangue - com a eterna dificuldade na hora de achar minhas veias finas - a enfermeira me desejou boa sorte (!!!!).
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Pessoas: usem sempre camisinha (dá menos trabalho) e sejam cidadãos europeus (afinal, europeus são tão lúcidos, limpos e saudáveis que nem precisam de atestado). Aff!

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