sábado, 18 de agosto de 2007

Música, caderno, caneta e um caminho longo

(Indo para a Universidade)

Pensando na poesia que há quando se ouve uma mesma música durante horas. Aquela certeza de que a introdução vai voltar e o refrão será insistentemente cantado e o solo daquele instrumento que você esqueceu o nome vai soar como novo...

É meio como quando a gente enxerga o mundo... E, afinal, ele não é mesmo inevitável? Está sempre diante dos olhos, com todas as suas contradições. Previsível. Mas aí acontece o inesperado, uma flor no asfalto , e a vida parece outra, novas cores além dos tons de cinza. Já estava lá, e eu não tinha visto. Para enxergar, precisei passar por lá várias vezes, libertar meus olhos do cimento cotidiano.

Ouvir a mesma música tantas vezes que até os ruídos mais tímidos não passem despercebidos. Esquecer da letra triste e encontrar o som de um pandeiro meia-lua tão distante quanto um planeta. E, nos meus sonhos musicais, lembro que já quis tocar piano (e eu tocaria aquela música várias vezes).

O nome da música? Importa?

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A foto é daqui.

3 comentários:

asadebaratatorta disse...

O nome não. só a música que importa ^^

Rafael Sotero disse...

claro que o nome importa. Como poderemos baixar a música depois pelo limewire/emule e afins?!

Anônimo disse...

A gente redescobre o prazer da vida ao passo que a flor no asfalto se revela em detrimento da merda chamada cotidiano, que nos aprisiona.

Né?