Há uma emoção especial quando digo que Portugal me parece uma casa de vó. O meu imaginário sempre invejou os netos cheios de mimos, que vão à casa dos patriarcas e matriarcas. Queria correr com os primos ao redor de mesas cuidadosamente recheadas de quitutes com gosto de Natal ou Páscoa, e esbarrar nos tios, e me esconder atrás dos cabelos brancos dos avós... Não pude. Aqui, no pequenino apartamento da Rua Ibimirim, as mesas sempre tiveram apenas 4 cadeiras, ocupadas por mim, meu irmão e meus pais, companheiros em silenciosas (solitárias?) ceias.
Uma casa de vó sempre foi distante de mim. E Portugal também parece cada vez mais longe. O meu visto de estudante ainda não saiu. Viajo no domingo, dia 16, sem nenhuma segurança, como turista. Depois de várias idas ao aeroporto, ao banco, ao consulado, à universidade, só me vêm à cabeça dores, intensas dores; nenhuma solução à vista, à prazo ou aprazível.
O NOME DISSO
Há um ano

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