segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Paraíso Tropical, mesmo com 18 graus celsius

Como feliz fiquei ao ver, no supermercado, um Guaraná Antarctica! Meu Pai! Eu prefiro Coca-cola. Mas peguei o guaraná. E todos na residência do Lumiar provaram o "sabor do Brasil".

Eu comprei até 51. Detalhe: eu não bebo! Mas era uma questão de honra. Na nossa "festa internacional", em que cada país ficou responsável por uma comida típica, fizemos brigadeiro, beijinho e caipirinha. Era como se os doces fossem nosso Hino Nacional e a bebida, nossa bandeira.

Eu não gosto de Ivete Sangalo, e me vi gritando "Poeira"... Até lambada já cantei por aqui. "Chorando se foi quem um dia só me fez chorar"... Vocês lembram?

A cereja no bolo foi nos reunirmos, os brasileiros da residência, para assistir ao último capítulo de Paraíso Tropical, pela Globo.com. Ninguém ligou pro fato de o vídeo parar a cada cinco minutos para carregar. Essa pausa era quando fazíamos os comentários: "mas e fulano? e o que aconteceu com aquele outro?". Claro que todos já sabíamos que Olavo era o assassino de Taís, até porque todos os parentes e amigos brasileiros já tinham dito. Mas era como se pintássemos nosso rosto de verde e amarelo quando esquecíamos nossos compromissos para ver o vídeo. Era como final de Copa do Mundo. Todos os estrangeiros foram dormir e ficamos nós em guarda, em nome da pátria mãe gentil.

A distância deixa a gente tão patriótico. Só por isso é que existe a Canção do Exílio.

2 comentários:

Rafael Sotero disse...

lambada e axé... tsc, essa viagem te fez mal! heiuajio

prussiana disse...

Hahaha! Canção do exílio.

Vai ver todo mundo precisa um dia ir um pouquinho além pra gostar mais daqui.