quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Um mês ou De quando eu vi duendes

Ontem fez um mês que estou em Lisboa. Queria fazer um texto comemorativo, mas um princípio de gripe (não preciso especificar os sintomas, são iguais em qualquer parte do mundo!)um princípio de gripe tira toda a minha inspiração. Então deixo pra vocês trechos de anotações que fiz nos meus primeiros dias aqui. Essa é de quando vi duendes num jardim.

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Tinha saído pelo cidade em busca de um Banco do Brasil. E encontrei também o Museu da Cidade de Lisboa. Entrei para conhecer, afinal eu merecia um pouco de "turismo", ainda que fosse solitário. O prédio do museu é bem grande, com direito a um enorme jardim e uma fonte com sereias. Num local escondido desse jardim, havia uma estátua depredada, partida em três. Na base da escultura, havia essa inscrição:

"Sobra a nudez forte da verdade, o manto diafano da fantasia" - Eça de Queiroz

Talvez a frase não seja exatamente essa, perdoem-me a má memória (quantos m's pra um pedido de desculpas!). As outras duas partes da estátua eram uma mulher semi-nua, mistura de de verdade e fantasia, com braços abertos, dedos quebrados e um símbolo anarquista pichado no peito, e o busto de Eça, com os olhos voltados para baixo.

Sei que aquilo estava ali para ser restaurado. Mas esses tipos de encontros são irresistíveis. Aquele mármore não-tão-branco parecia mais gente assim, sem pedestais. Quase o senti quente. Um pouco de verdade e fantasia no meu primeiro passeio por Lisboa. Tirei fotos das três partes e continuei passeando sozinha pelo jardim.

2 comentários:

prussiana disse...

Eu achei assim:

"Sob o manto diáfano da fantasia a nudez crua da verdade".

Engraçado: a sua versão parece mais conexa. ^^

Andréa disse...

Linda a frase, não é? Adoro!