Eu tenho uma mania horrível: leio tudo. Pior: eu gosto de ler tudo. Bula de remédio. Outdoors. Cartazes de combate à dengue. Eu olho pra isso quando ando de ônibus, desafiando o meu enjôo constante. Parece que eu nunca perdi o encanto pelas letras, o encanto que eu conheci quando aprendi a escrever (e ler). A professora dizia que a gente devia ler tudo o que visse, pra ir treinando. "Um dia, vocês vão ler rápido". Eu ficava na janela do Chevete, tentava decifrar os letreiros da cidade.
- Mesbla, a maior loooooOOOOOO...
O carro acelerava, sempre mais rápido que o meu pensamento. E não adiantava acompanhar com os olhos a frase incompleta. Pra quê? Havia tanta coisa mais pra ler! Meus primeiros poemas urbanos já nasceram bem concretos. Eram as paredes, eram os cartazes, as pichações indecifráveis.
O NOME DISSO
Há um ano

3 comentários:
Que mentira! Nem lês tudo. :P
Menino, mas vc é rápido, hein? =D (Tá, agora eu comentei!)
Finalmente! Minha missão está cumprida. Posso finalmente voltar para marte em paz.
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