O mundo dá voltas... (Maldito vinho!)
Pensei em mandar um Porto pelo correio. Por quanto sairia a extravagância? Uns 150 reais. Desisti. Fica adiado o brinde luso-brasileiro... para quando eu voltar. Bom que será no inverno... Vinhos aquecem.
As palavras me amedrontam... São só o que tenho. Mil faces ocultas sob a face neutra. Não há tradutor. Há imaginação de criança e olhos embriagados de terceira idade. Mistura perigosa.
Vontade de conversa, mas os cotidianos não se cruzam.
Lisboa. Já encontrei com Carlos a comprar cigarros na Casa Havanesa. E a fitar Maria Eduarda no Cais do Sodré. São todos estações do Metro. Dez minutos do meu apartamento ao Chiado e me encontro com Fernando Pessoa. Um café n'A Brasileira. Pena que ele esteja sempre calado. E quando se manifesta, me diz:
"Os deuses vendem quando dão.
Compra-se a glória com desgraça.
Ai dos felizes, porque são
Só o que passa!"
Planos de visitar Sintra no fim de semana. Talvez aviste Cruges em algum hotel. Ou Inês e Pedro.
O melhor de Portugal continua sendo minha imaginação.

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